quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

DESPEDIDA



DESPEDIDA

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor (mesmo não retribuído), tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita.
É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra.
A pessoa que nos deixou ou que deixamos por algum motivo, já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou, externamente, talvez sem a nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MIL ACASOS

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"Mil Acasos"

SKANK

Composição: Samuel Rosa e Chico Amaral

Mil acasos me levam a você
O sábado, o signo, o carnaval
Mil acasos me tomam pela mão
A feira, o feriado nacional

Mil acasos me levam a perder
O senso, o ritmo habitual
Mil acasos me levam a você
No início, no meio ou no final
Me levam a você
De um jeito desigual

Mil acasos apontam a direção
Desvios de rota é tão normal
Mil acasos me levam a você
No mundo concreto ou virtual
Me levam a você
De um jeito desigual

Quem sabe, então, por um acaso
Perdido no tempo ou no espaço
Seus passos queiram se juntar aos meus
Seus braços queiram se juntar aos meus

Mil acasos me levam a você
No ínicio no meio ou no final
Mil acasos me levam por aí
Na espuma do tempo, no temporal
Mil acasos me dizem o que sou
Ateu praticante, ocidental
Me levam a você
De um jeito desigual

Quem sabe, então, por um acaso
Perdido no tempo ou no espaço
Seus passos queiram se juntar aos meus
Seus braços queiram se juntar aos meus

PONTINHOS DE AMOR

O TRICOT e o CROCHET nunca estiveram tão em alta como nos dias atuais... quer dizer, provavelmente sim, outrora já tiveram seus dias de glória, mas nunca tão evidenciados pelas estrelas da MODA e do DESIGN!...
Grandes nomes destes seguimentos têm usado e abusado das tramas e texturas que este amotoado de nós e pontinhos causam... são verdadeiros trabalhos artísticos carregados de paciência e alegria, que se transformam em "pontinhos de amor"!
Eu, pessoalmente, nunca tive muita paciência para estes tipos de artes manuais, apesar de apreciar muito. Já a minha mãe é muito prendada e com muito carinho (raramente, é verdade... mas sempre à pedido meu ou da minha irmã), desenvolve trabalhos lindos! As gerações anteriores também tinham a tradição de ensinar estas técnicas à todas as "moças de família", onde se passava todos os conhecimentos em torno da agulha, de mãe para filha. Já a minha geração é meio " espoleta", assim como eu... rs... e não costumamos nos envolver com este tipo de trabalho... até porque, por um bom tempo, peças de tricot e crochet eram consideradas ultrapassadas e fora de moda.
Com a repaginação das mesmas, o foco sobre estas peças voltou a brilhar... e hoje, muitas maisons e international brands tomaram como rotineiras a mescla de peças artesanais com peças de confecção de escala industrial, trazendo " um quê" de sofisticação e personalização de seus produtos mais concorridos.
A seguir, uma série de BOAS idéias para você, que é prendada(o), colocar em prática e deixar sua casa ou seu look bem atualizados, com as peças que têm a cara da nossa vovó... (contraditório isso, não?... rs!)... muitos PONTINHOS DE AMOR!